domingo, 6 de setembro de 2009

O balanço


Tenho uma mania esquisita de observar as pessoa e ficar imaginando como é a vida delas. Às vezes quando estou na fila do banco ou no supermercado esperando ser atendida pelo caixa, olho para as pessoas em volta, escolho uma e imagino como é a sua vida. Porque está usando aquelas roupas ou porque está comprando aqueles mantimentos? Será um jantar romântico ou apenas um lanche com os amigos ou netos? Jamais saberei as respostas, mas adoro imaginar...
Mas essa mania não se limita apenas a pessoas... Hoje de tarde meu pai estava arrumando suas coisas e achou uma coleção antiga de miniatura de quadros famosos. Sempre amei essa coleção... Parei de estudar e fui revê-la, depois que mudamos nem sabia onde ela estava escondida.
Um quadro em especial me chamou atenção: “O Balanço” de Jean-Honoré Fragonard. Sim tenho uma pequena queda por quase tudo que é francês. Mas esse quadro poderia ser pintado por qualquer outro pintor, de qualquer outra nacionalidade que me chamaria atenção de qualquer maneira. Adoro a sua vivacidade, sua juventude, sua alegria, sua ternura.
E adivinha só? Sim, perdi horas imaginado quem era aquela jovem, porque se divertia tanto em um balanço, que lugar mágico era aquele... Olhava para o pequeno quadro e viajava em um tempo remoto, tempo em que não vivi, mas que adoraria ter vivido. E então cheguei a uma história só, que começa assim...
Todas as tardes ela saia sem ser vista, corria por entre as folhagens até chegar a um bosque afastado de tudo... Ela só queria esquecer-se do mundo, balançar e cantar... Queria voltar a ser criança, porque as vezes se cansava de ser adulta demais, se cansava de todas as responsabilidades, se cansava te ter que fazer tantas escolhas... E naquele bosque ela poderia ser ela mesma...
Ali sua única companhia eram as esculturas de anjos, que a protegiam e escoltavam do mundo... Mas seu canto começou a chamar atenção, sua beleza passou a ser maior do que as próprias flores que ali se encontravam... Sua alegria, sua vivacidade, sua ternura, sua doce voz, atraia atenção para o bosque, atraia atenção dos rapazes não acostumados com tanta fragilidade e doçura...
A jovem moça passou ser conhecida como a “menina do balanço”, que todas as tardes se divertia entre as flores e folhas do bosque cantando e balançando... Levando alegria e felicidade a todos que passassem e tivessem a sorte de ouvir suas belas canções... E por isso foi imortalizada em tão belo quadro...


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