segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Andavam sem destino... Ela uma bailarina, sem sapatilhas. Ele um cigano... De que valia uma bailarina, se não poderia ficar na ponta do pé? Ela sorria e levava sua alegria para onde quer que fosse... Ele não tinha casa, não acreditava em destino, era um homem de uma sorte só e sua vida ele escolhia... Ele levava sua experiência e suas histórias como bússola do caminho... Ela desenhava os lugares com seus sonhos e os coloria com as cores do seu vestido... Eles tinham fugido juntos, ele a tinha raptado e ela quis ser levada... Desde então um fazia companhia ao outro... Apenas caminhavam, não se tocavam, mas estavam colados um ao outro... Quando a noite ficava muito escura ela sorria e trazia as estrelas para iluminá-los , quando fazia muito frio ele a aquecia em seus braços e contava suas histórias para ela pudesse dormir...Ela desenhava seus sonhos nas cicatrizes do corpo dele, ele enrolava seus planos nos cachos dos cabelos dela... Um ajudava ao outro e sem perceber já estavam apaixonados... Cada manhã era um rumo diferente, eles se olhavam e se sentiam e isso bastava para que soubessem de tudo... De naturezas distintas, ela nasceu para dançar, ele nasceu para se aventurar... Mas se completavam de maneira perfeita, quase que por harmonia, ele roubava o seu fôlego de menina, enquanto ela era o fôlego de homem que ele havia perdido... E assim eles prosseguiram sem olhar para trás, sem certeza, sem incertezas... Apenas respirando o doce ar da estrada...

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