
Existe um livro que gosto muito, inda não terminei de lê-lo, “ O Profeta – Khalil Gibran”, mas acho um bom livro... E nele existe uma parte em que o profeta fala do amor, e é muito bonita, uma visão perfeita do que é o amor...
“(…) Quando o amor vos chamar, segui-o, mesmo que os seus caminhos sejam íngremes e penosos.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos a ele, ainda que a espada dissimulada nas suas penas vos possa ferir.
E quando ele vos falar, crede nele, embora a sua voz possa estilhaçar os vossos sonhos como o vento do norte devasta o jardim.
Pois assim como o amor vos coroa, também vos crucifica. E, tal como serve para o vosso crescimento, também serve para a vossa decadência.
E como ele se ergue até às vossas copas e acaricia os vossos mais ternos ramos que esvoaçam ao sol, também às vossas raízes ele desce e as sacudirá no seu apego à terra. (…).
O amor fará todas essas coisas de vós, para que possais conhecer os segredos do vosso coração e vos tornardes, através desse mesmo conhecimento, um fragmento do coração da vida.
Mas se, no vosso temor, procurardes no amor apenas paz e prazer, faríeis melhor se ocultásseis a vossa nudez e saísseis do amor, para o mundo sem razão, onde rireis, mas não com todo o vosso riso, e chorareis, mas não com todas as vossas lágrimas.
O amor dá-se apenas a si mesmo e nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui nem quer ser possuído.
Porque o amor se basta do amor. (…).
O amor não tem outro desejo que não realizar-se a si mesmo. Mas se amardes e sentirdes desejos, que sejam estes os vossos desejos:
Dissolver-se e ser-se como um regato que desliza e canta à noite a sua melodia.
De tanta ternura conhecer a dor, ser ferido pela vossa própria concepção do amor; e sangrar de boa vontade com júbilo.
Acordar com o coração alado e dar graças por outro dia de amor; e fazer uma pausa à hora do meio-dia e meditar sobre o êxtase do amor; regressar à noite ao lar com gratidão; e adormecer com uma oração no coração pelo amado, e nos lábios um hino de louvor.”
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