
“a menina brinca despreocupada no jardim de saias indianas em torno do palácio intelectual, como se eu fosse uma estátua bem conhecida ou mera extensão da sombra rendada de alguma velha árvore. Certa vez, uma 'espécimen' de irretocável beleza, vestindo uma saia indiana axadrezada, plantou com estrépito seu pé fortemente armado sobre o banquinho de meu jardim , e, quase roçando em mim, esticou os braços nus e esguios para acomodar seus lindos pés em sua sandalinha rasteira, e eu me dissolvia ao sol, o livro servia de folha de palmeira, quando aqueles lindos cachos castanho-claros caíriam sobre seu pequeno joelho esfolado, e a sombra que eu era parte palpitou e se derreteu sobre sua radiosa presença, bem juntinho do meu rosto camaleônico...”
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