quarta-feira, 23 de março de 2011


E todas as vezes que ela o olha nos olhos... Ela não vê jantares a luz de velas com direito a dança, não vê centenas de rosas vermelhas, muito menos serenatas durante a madrugada... Não vê frases prontas, ensaiadas, decoradas em frente ao espelho, não vê datas escolhidas para loucuras de amor, nem um cenário chuvoso para uma frase sussurrada ao pé do ouvido... Não vê um vestido de noiva sonhado durante anos, muito menos juras normais, ditas por todos... Ela nem sequer vê o felizes para sempre, ou até que a morte os separe... Ela apenas vê a impossibilidade diária... Vê as surpresas, os riscos, as brigas... Vê as provas que o amor passa todos os dias para conseguir cumprir o seu destino, destino esse que ninguém nem sabe ao certo de existe... Vê um amor mal resolvido, que todos os dias passa por cima da razão, da emoção, dos rumores, passa por cima de tudo e qualquer coisa para se encontrar no outro, no desassossego, na contradição, no oposto, no rosto, no corpo, no sorriso, do outro... Vê um amor atemporal, metido, encrenqueiro, desobediente...Que desafia o mundo, desafia a todos, com seu jeito meio grudado, meio mau humorado, meio fora do padrão... Um amor pronto para se realizar o ano inteiro, cujo o único pecado seria Não amar...Um amor de noite inteira, de tarde chuvosas, de praia, de serra, de edredon, de madrugada... De cuidado cotidiano, de ócio compartilhado, de brigas seladas e terminadas com um longo abraço e um beijo na testa como sinal de paz... De declarações inesperadas, saídas até durante a madrugada, de frases inéditas, sinceras, honestas... De gargalhada, de dança improvisada, de brincadeiras, de datas engraçadas... Um amor, que tem sede, fome e ânsia de ser... Que grita ao quatro
cantos, que tem preguiça da distância... Um amor que não sabe de onde veio, muito menos pra onde vai, mas quem tem certeza que nesse momento a a única coisa que precisa é viver...

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