quinta-feira, 22 de abril de 2010


E durante todo aquele mês ela o esperou... Todos os dias ansiava por um telefonema, queria apenas ouvir a sua voz e perceber que estava tudo bem, que o amor não havia morrido... No frio da noite sentia suas lágrimas quentes molharem seu rosto e seu travesseiro... Como queria um beijo, uma surpresa, um “como vai”... Mas o amor já havia morrido e nada poderia ser feito... E o mês se arrastou como séculos, a saudade e a solidão a torturavam... E ele não aparecia, ele não surgia como alguém que precisou sumir mas que também sentia saudades... Ele simplesmente a deixou... Deu o espaço que ela precisava para seguir a sua vida... Até que ela resolveu abrir as suas asas e partir... Passou a ver uma nova vida, foi procurar um novo amor, decidiu ser uma nova mulher, crescer com a própria dor... Mas os resquícios daquele antigo amor ela carregava dentro do seu coração, até poder ser apagado por um outro alguém...

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