segunda-feira, 7 de dezembro de 2009


Ele se levantou, era domingo.... Olhou em volta e não a viu... Como eles adoravam as manhãs de domingo... Ele fechou os olhos e quis dormir o resto do dia que era para o tempo passar mais rápido, mas não adiantou... Ele sentiu o cheiro do café da manhã, o perfume dos cabelos dela em seu travesseiro, a sensação familiar do corpo dela se espreguiçando junto ao seu... Sentiu o sorriso amoroso a iluminar o seu quarto... Era ela quem o puxava, quem o guiava, era ela que o conduzia... Ela percorria os seus sonhos,brincava na sua realidade,dançava no seu coração... Ele que não acreditava no amor, sentia borboletas voarem em seu estômago todas as vezes que abria os olhos e sentia a solidão da casa sem ela... Ele abriu a janela, o dia estava cinza, repleto de chuva... O vazio se tornava ainda maior... Ele queria a sua garota, a sua menina... Será que ainda dava tempo??? Caminhou pelas ruas, as nuvens pesadas o seguiam, o faziam companhia, o mostravam o quão incompleto ele seria sem ela... Caminhou e só ouvia a aquela voz feminina familiar lhe dizendo “ Eu não vou voltar”... A chuva apertava, ele estava na porta da casa dela... Ela desceu... Ele só conseguiu dizer... “Perdoe-me”... Mais nada... A chuva lavava aqueles dois corações pesados, limpava aquelas almas magoadas, encharcava de amor aquelas duas pessoas perdidas no mundo... Aquela chuva os levou para perto do céu, os levou ao paraíso, onde existia o perdão e a reconciliação... Onde as pessoas que verdadeiramente se amam devem ficar... Com os pés no chão e o coração nas nuvens...

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