segunda-feira, 16 de novembro de 2009


Ela o olhou nos olhos e uma tempestade passou a cair dentro e fora de si...
Eram as tempestade de novembro, as doces e amadas chuvas de novembro...
Como ela as esperava, todos os anos ela esperava aquelas chuvas, pois elas tinham cheiro de ano acabando, de felicidade que ainda irá se completar, cheiro de natal, de presente divino.
E aquele ano as chuvas lhe trouxeram muito mais do que desejos guardados em olhos grudados a vidraça... Aquele ano a sua amada chuva de novembro lhe trouxe o seu sonho...
Uma tempestade interna passou a invadi-la, ela o olhou nos olhos... Como eram quentes aqueles olhos escuros, como eram frios os arrepios trazidos pela chuva...
A tempestade aumentou, os trovoes clareavam o céu, o escuro daqueles olhos, os raios que emitiam os lábios...
Nada mais era frio, suas bocas se tocaram, as gotas molhavam seus rostos, ela não deixou que ele visse, mas suas lágrimas de felicidade se misturavam a sua amada chuva que agora molhava seu delicado rosto, seu pequeno corpo abraçado ao corpo amado...
Ela poderia voar, ir ao céu agradecer por ele e voltar a terra para amá-lo eternamente...
Ela só queria amá-lo ali, em um dia qualquer de novembro, no meio da rua, molhada de chuva, sentindo o cheiro do amor dos dois...

Nenhum comentário:

Postar um comentário