
Ela se sente só... Olha em volta e percebe que realmente está caminhando sozinha... Ofereceram-lhe mãos entrelaçadas, mas só por alguns momentos, não para sempre... Ela já não sabe se é amor ou ódio o que realmente sente... Sentimentos irmãos que transbordam em seu peito... Ela não consegue se achar em meio a tantos sentimentos confusos... Ela que já esteve com o menino... Ela que amou o homem... Ela que fugiu do vagabundo... Ela que se entregou ao rei... Agora já não sabe para onde ir... Fecha os olhos e pensa: “Não teria dado certo mesmo... Insisti em algo inexistente...” É só mais um dia solitário, apenas mais um que já vai passar... Ela quer fazer algo, voltar atrás, pedir a ele para ficar só mais um dia, apenas mais um dia... Apenas mais cinco minutos na vida dela... Ela pode resistir a tudo, a dor, ao ódio, ao medo... Menos a ficar sem ele... Ela preferia andar por aí sem destino apenas a pensar do que persegui-lo pela cidade, correr em busca do seu olhar... Ela preferia cair novamente sozinha a ter que se levantar como sempre faz do que ter deixado que ele a derrubasse dessa maneira, pois agora ela não sabe mais como se reerguer... Mas o dia vai passar logo, solitário, mas vai passar... E ela está aprendendo a crescer com as próprias lágrimas... Não teria dado certo mesmo...
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