sábado, 29 de agosto de 2009

Paris


Desde muito nova, sempre sonhei em conhecer Paris... Sonho da maioria das mulheres? Talvez. Mas esse meu sonho é coisa de menina mesmo, porque sempre bolei planos, imaginei rotas... Desde uns 12 anos de idade.
Nunca imaginei nada muito caro, sempre pensei em uma mochila nas costas, expectativas nos bolsos, sonhos nas mangas e sorriso no rosto.
Passaria horas observando o Arco do Triunfo, dizem que podemos ver toda a cidade de lá, me sentiria grande e pequenina ao mesmo tempo... Grande por ver toda uma cidade aos meus pés, pequena perto da grandiosidade de tal construção... Gostaria de entrar para ver toda sua história sendo contada por fotos e gravuras, mas se não conseguisse entrar já estaria satisfeita de estar ali. Pensaria no soldados que morreram, nas guerras, imaginaria Napoleão...
Depois iria conhecer a Basílica de Sacré- Coeur ( Basílica do Sagrado Coração), adoraria sentar em seus jardins de meditação, e me perder em coisas tão belas, depois iria ver o seu mosaico que monta a imagem de Cristo com o braços abertos.
Como sou apaixonada por artes, de uma forma geral, iria também ao Centro Georges Pompidou, queria ver toda a sua modernidade externa, conhecer sua biblioteca, o Museu Nacional de Artes Modernas. Ir ao cinema mesmo sem entender muita coisa de francês, guardar panfletos na mochila, para um dia olha-los novamente e me lembrar de cada lugar que passei.
A Torre Eiffel, a “grande dama” de Paris, é um sonho a parte, minha primeira noite eu dormiria nem que fosse em um banco gelado, mas passaria olhando-a. Olhando para cada pedacinho, vendo a noite iluminá-la... e no dia seguinte, tenho certeza que ainda não estaria cansada de olhá-la, não me canso muito rápido das coisas boas não... Iria subir, em seus 320 metros (aproximadamente) para poder ver toda a cidade...
Já o Museu do Louvre, sei levaria anos até conseguir ver todas as obras lá expostas, e como sei que não terei muito tempo para passar na cidade, e gostaria de ver o máximo de coisas o possível, já me sentiria feliz em ver as obras mais conhecidas do mundo e mais faladas bem de pertinho, assim como: “Mona Lisa”, “Vitória de Samotrácia”, “Vénus de Milo” e algumas obras de Rembrandt, Michelangelo e Goya.
Não poderia ir embora antes de me imaginar como a cigana Esmeralda, e fantasiar um pouco... Imaginando um Quasimodo, no alto da igreja repleta de gárgulas... Acho que foi quando li “o Corcunda de Notre Dame” de Victor Hugo que fiquei com mais vontade ainda de conhecer aquela cidade, repleta de fantasias e amores... Quem sabe também não viverei uma história de amor em Paris... Me apaixonaria entre os vitrais da Catedral de Notre Dame...
E antes de me despedir da cidade, andaria por suas ruas, sentaria em alguns cafés, olharia suas luxuosas lojas, compraria livros, só para guardar o perfume de Paris, provaria seus doces, olharia para os rostos desconhecidos, e teria Paris sempre vivo em minha memória...

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